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Divulgação: PED fevereiro de 2010PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO Em movimento típico, desemprego apresenta ligeiro crescimento Apesar de a taxa de desemprego de 13,0% apurada em fevereiro ter sido a menor registrada para este mês desde 1998, seu comportamento foi o esperado para o período, com um crescimento de 3,2% em comparação com os 12,6% registrados em janeiro. Estes dados referem-se ao conjunto das regiões acompanhadas pelo Sistema PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) - Distrito Federal e regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo - onde a pesquisa é realizada pelo convênio mantido entre DIEESE e Fundação Seade, com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e parceria com instituições e governos regionais. Em comparação com fevereiro de 2009, a taxa de desemprego apresenta redução de 6,5%, pois naquele mês ficava em 13,9%. O crescimento da taxa de desemprego decorreu do ingresso de 116 mil pessoas na força de trabalho - que assim somou 20.179 mil indivíduos - combinada com a geração de apenas 25 mil postos. Com isso, o total de ocupados chegou a 17.560 mil, enquanto o número de desempregados alcançou 2.618 mil. Em comparação com fevereiro de 2009, a população economicamente ativa cresceu 2,3% (ou 460 mil pessoas), o total de ocupados teve evolução de 3,4% (+ 584 mil) e o de desempregados reduziu-se em 4,6%, com menos 125 mil pessoas em situação de desemprego. A relativa estabilidade no nível de ocupação (0,1%) não é comportamento esperado para este período do ano, quando costuma haver redução no total de ocupados. O pequeno crescimento de 25 mil postos de trabalho foi determinado pelo desempenho dos setores Comércio - com 42 mil novas vagas - e Serviços, onde foram criadas 22 mil ocupações. Os demais setores apresentaram decréscimo no mês, o mais intenso em Outros Setores (que inclui o serviço doméstico), que desativou 23 mil vagas. Na Indústria foram fechados 10 mil postos. Em relação a fevereiro de 2009, todos os setores apresentam crescimento no total de ocupados. Os destaques são a Construção Civil, com a geração de 108 mil postos e variação de 11,1% e os Serviços que tiveram incremento de 4,0% (364 mil ocupações). Mais uma vez, a geração de postos com carteira assinada no setor privado (127 mil, ou 1,5%) foi o mais significativo e seu crescimento, em um ano, chega a 7,1%. Por outro lado, também no setor privado, foram desativadas 41 mil vagas de assalariados sem vínculo formal, o que representa uma queda de 2,3%, no mês e de 3,3%, em comparação a fevereiro de 2009. Em janeiro, no conjunto das regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados permaneceu estável, fixando-se em R$ 1.267, enquanto o salário médio teve crescimento de 0,5% e chegou a R$ 1.342. Na comparação com janeiro de 2009, ambos os indicadores apresentam crescimento, de 1,5%, para os ocupados e 2,2%, para os assalariados. Clique PED metropolitana para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas. Comportamento das regiões O desemprego, em fevereiro, apresentou comportamento diferenciado nas sete regiões onde o DIEESE e a Fundação Seade, com o apoio do MTE realizam a Pesquisa de Emprego e Desemprego. Houve crescimento da taxa em Salvador - que passou de 17,7%, em janeiro, para 18,8%, em fevereiro; Recife (de 17,9% para 19,0%) e em São Paulo (de 11,8% para 12,2%). Comportamento de relativa estabilidade foi apurado em Fortaleza (passou de 9,7%, em janeiro, para 9,9%, em fevereiro), Belo Horizonte (de 9,6% para 9,7%) e Porto Alegre (variou de 9,7% para 9,6%) e diminuiu no Distrito Federal (de 14,7% para 14,1%). Em quase todas as regiões a taxa é menor este ano que em fevereiro de 2009. A maior redução ocorreu em Fortaleza (-18,9%), seguido pelo Distrito Federal (-13,5%), São Paulo (-9,6%), Porto Alegre (-7,7%), Salvador (-3,1%) e Recife (-0,5%). Apenas Belo Horizonte apresentou aumento na taxa na comparação anual, de 3,2%. O nível de ocupação apresentou, em fevereiro, pequeno crescimento em Porto Alegre (0,9%), Distrito Federal (0,6%) e São Paulo (0,5%). Por outro lado, houve redução em Belo Horizonte (-1,0%), Recife (-0,7%), Fortaleza (-0,6%) e Salvador (-0,5%). Em relação a fevereiro de 2009, todas as regiões apresentaram crescimento do nível de ocupação: 6,1%, no Distrito Federal; 4,8%, em Fortaleza; 3,7%, em São Paulo; 3,5%, em Recife; 3,1%, em Salvador; 2,3%, em Porto Alegre e 2,2%, em Belo Horizonte.
O rendimento médio real dos ocupados cresceu, em janeiro de 2010 comparado a dezembro de 2009, em Recife (2,0%, passando a valer R$ 813); Salvador (0,5%, equivalendo a R$ 1.020) e em Belo Horizonte (0,4%, e correspondendo a R$ 1.295); praticamente não variou em São Paulo (-0,1%, passando a equivaler a R$ 1.309) e no Distrito Federal (-0,1%, correspondendo a R$ 1.832) e diminuiu em Porto Alegre (-2,2%, reduzindo-se para R$ 1.223) e em Fortaleza (-0,9%, ficando em R$ 777). Em relação a janeiro de 2009, cinco regiões registraram crescimento no rendimento médio dos ocupados: 4,8%, em Belo Horizonte; 2,8%, em Recife; 2,6%, em Salvador; 1,3%, em São Paulo e 1,1%, em Porto Alegre. Houve retração no Distrito Federal (-3,0%) e em Fortaleza (-3,1%). |
