DIEESE - Informes


DIEESE DIVULGAÇÃO

INDICE DO CUSTO DE VIDA - OUTUBRO 2009

Alimentos, Habitação e Transporte respondem pela inflação

Em setembro de 2009, o custo de vida no município de São Paulo apresentou taxa de 0,27%, ou seja, 0,03 ponto percentual (pp) menor que a de agosto (0,30%), segundo cálculo do DIEESE. Os grupos com maiores aumentos foram: Alimentação (0,51%), Habitação (0,39%) e Transporte (0,50%) que, em conjunto, contribuíram com 0,31 pp no cálculo da taxa de setembro. Retração nos preços foi verificada nos grupos: Vestuário (-0,46%), Equipamento Doméstico (-0,55%) e Saúde (-0,16%).

Índices por estrato de renda - Além do índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três indicadores de inflação, segundo tercis da renda das famílias paulistanas. Em setembro, as taxas por estrato de renda foram de 0,31% para o estrato 1; 0,26%, para o 2 e de 0,27%, para o 3. O estrato 1 corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*); o estrato 2 contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17*) e o 3º estrato reúne aquelas de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*).

Inflação acumulada - Nos últimos 12 meses - entre outubro de 2008 e setembro de 2009 - o ICV-DIEESE acumula alta de 3,89%. Ao se considerar os diferentes estratos, as taxas são distintas: estrato 1, 3,52%; estrato 2, 3,42% e estrato 3, 4,22%. Neste ano, entre janeiro e setembro, a inflação medida pelo DIEESE é de 2,80%. A maior variação (2,98%) foi detectada para o 3º estrato, enquanto para os dois outros estratos foram registradas taxas ligeiramente menores 2,78%, para o 1º e 2,44%, para o 2º.

Inflação e critérios de estabilidade - Para analisar o comportamento da inflação segundo critérios de estabilidade, as taxas de variação mensal dos 594 itens que compõem o ICV foram agrupadas por trimestres, levando em conta as seguintes hipóteses: quando o preço sobe acima de 1%, considera-se comportamento Inflacionário; aqueles com variação abaixo de 1% têm comportamento Deflacionário e para os que se encontram no intervalo de variação entre ±1%, o desempenho é considerado Estável, para o período de janeiro de 2007 a setembro último. O estudo levou à conclusão de que os impactos nos preços do mercado interno sofreram mais com as altas das commodities do que com a crise financeira mundial.

Leia aqui a íntegra do ICV-DIEESE de Setembro

* Os níveis de rendimento referem-se aos valores definidos para junho de 1996, quando da implantação da atual ponderação do ICV

Para acessar a página do DIEESE clique: www.dieese.org.br

---------------------------------------------------------------------------------------------------
CESTA BÁSICA NACIONAL - OUTUBRO DE 2009

Açúcar e tomate encarecem a Cesta Básica

Das 17 capitais onde o DIEESE realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, 10 apresentaram, em setembro, alta em seus valores e sete tiveram queda. Os maiores aumentos ocorreram em Florianópolis (3,57%), Porto Alegre (3,01%) e Rio de Janeiro (2,76%). Por outro lado, as retrações mais expressivas foram apuradas em Goiânia (-7,82%), Natal (- 6,22%) e Recife (- 4,23%).

Entre janeiro e setembro deste ano, apenas duas capitais - Belém (1,57%) e Salvador (1,36%) - apresentaram aumento nos preços no período. Nas outras 15 localidades, o custo da cesta registrou variação acumulada negativa, com destaque para Aracaju (-14,89%), Natal (-14,45%), Goiânia (-13,44%), João Pessoa (-13,25%) e Fortaleza (-12,59%).

Nos últimos 12 meses - de outubro de 2008 a setembro último, entre as oito capitais com queda, os destaques foram: Goiânia (-8,57%) e Aracaju (- 6,56%). As cidades com maiores aumentos em um ano foram: Salvador (12,30%) e Vitória (10,21%).

A aquisição do conjunto de itens básicos, em Porto Alegre, custou R$ 245,86, o maior valor dentre as localidades pesquisadas. Em São Paulo, o preço da cesta correspondeu a R$ 229,89 e, em Vitória, ficou em R$ 226,02. As cidades mais baratas foram Aracaju (R$ 164,50), Fortaleza (R$ 172,47) e João Pessoa (R$ 173,98).

O salário mínimo necessário - estimado com base na cesta mais cara - ficou em agosto, em R$ 2.065,47, que corresponde a 4,44 vezes o menor salário oficialmente pago no país, de R$ 465,00.

Veja, aqui, o texto completo da cesta básica.

---------------------------------------------------------------------------------------------------
DIEESE DIVULGAÇÃO - Cesta Básica - setembro de 2009

Nove capitais têm queda no preço da cesta

Nove capitais brasileiras - seis delas do Nordeste - registraram, em agosto, retração no custo da cesta básica, conforme apurou o DIEESE. Os recuos mais expressivos ocorreram em Natal (-3,22%), Aracaju (-3,12%), Fortaleza (-3,05%) e João Pessoa (-3,02%). Em Vitória, o valor para o conjunto de gêneros alimentícios essenciais manteve-se praticamente inalterado e sete localidades apresentaram alta, com destaque para Curitiba (2,30%) e Manaus (1,15%).

Entre janeiro e agosto deste ano, apenas duas capitais - Belém (1,83%) e Recife (1,47%) - apresentaram aumento nos preços no período. Nas outras 15 localidades o custo da cesta registrou variação acumulada negativa, com destaque para Aracaju (-13,05%), João Pessoa (-11,18%), Rio de Janeiro (-10,86%) e Fortaleza (-10,52%).

Nos últimos 12 meses - de setembro de 2008 a agosto último - 12 das 16 capitais para as quais existem dados para o período registraram queda no preço dos itens essenciais. As retrações mais significativas ocorreram em Aracaju (-9,58%), Curitiba (-8,03%), Belo Horizonte (-7,68%) e São Paulo (-6,41%). Vitória (7,26%) e Recife (5,80%) foram as cidades com maior aumento em um ano.

Os itens básicos que compõem a cesta custaram, em Porto Alegre, R$ 238,67, o maior valor entre as cidades pesquisadas em agosto. Em São Paulo, o preço da cesta correspondeu a R$ 225,69 e, em Vitória, ficou em R$ 223,09. As cidades mais baratas foram Aracaju (R$ 168,06), Fortaleza (R$ 176,57) e João Pessoa (R$ 178,12).

O salário mínimo necessário - estimado com base na cesta mais cara - ficou em agosto, em R$ 2.005,07, que corresponde a 4,31 vezes o menor salário oficialmente pago no país, de R$ 465,00.

Veja, aqui, o texto completo da cesta básica.
---------------------------------------------------------------------------------------------------

DIVULGAÇÃO DA PED DE JULHO DE 2009

Taxa de desemprego relativamente estável


Em julho, a taxa de desemprego nas regiões que compõem o Sistema PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) ficou relativamente estável em comparação com o mês anterior. A taxa de desemprego que ficou em 14,8%, em junho, no último mês chegou a 15,0%. A Região Metropolitana de São Paulo, onde a taxa subiu 4,2% na comparação entre os dois meses foi determinante para este resultado. Além da Grande São Paulo, a pesquisa é realizada em quatro outras regiões metropolitanas (Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre) e no Distrito Federal, como resultado de convênio entre DIEESE e Fundação Seade, com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e parceria com instituições e governos regionais. Em julho de 2008, a taxa de desemprego era menor que a atual e correspondia a 14,6%.

As seis regiões pesquisadas contavam, em julho, com 3.029 mil desempregados, 45 mil a mais que em junho. A população economicamente ativa somou 20.191 mil pessoas, com o ingresso de 37 mil indivíduos na força de trabalho. No mês em análise, o total de ocupados chegava a 17.162 mil. Em relação a julho de 2008, o número de desempregados teve aumento de 100 mil pessoas, enquanto o de ocupados cresceu em 66 mil.

O nível de ocupação praticamente não variou em julho (-0,1%), registrando a eliminação de 9 mil ocupações. A queda, no mês, foi determinada pelo setor Serviços, que fechou 77 mil empregos, enquanto os demais setores tiveram desempenho positivo, com destaque para o Comércio (32 mil postos). Em doze meses, porém, a maior redução de emprego ocorreu na Indústria, que eliminou 203 mil ocupações, o que representou uma queda de 7,5%. Por outro lado, o crescimento mais expressivo deu-se na Construção Civil, onde as 133 mil vagas abertas significaram uma variação de 14,4%.

A criação de vagas em julho concentrou-se no trabalho autônomo, situação em que foram encontrados 55 mil ocupados a mais. O trabalho assalariado teve redução de 0,7% ( - 81 mil empregos). Em doze meses, porém, o emprego formal (assalariamento com carteira assinada ) no setor privado ainda registra comportamento positivo, com aumento de 4,1%, ou 310 mil novos postos.

Em junho, o rendimento médio real dos ocupados permaneceu estável (0,1%), e equivaleu a R$ 1.202, enquanto o dos assalariados apresentou pequena variação positiva de 0,5%, passando a valer R$ 1.285. Entre junho de 2008 e junho último os dois indicadores apresentaram pequena retração de 0,2%, para ocupados e de 0,5%, para assalaridados.

Clique PED metropolitana para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.

Comportamento das regiões

Em julho, a Região Metropolitana de São Paulo apresentou o pior desempenho do mercado de trabalho com a taxa de desemprego atingindo 14,8%, contra 14,2%, de junho. Há um ano, a taxa correspondia a 14,1%. Todas as demais regiões pesquisadas - inclusive Fortaleza, que tem dados disponíveis apenas para este ano - apresentaram estabilidade ou redução no desemprego. Em Belo Horizonte e Porto Alegre, a taxa se manteve no mesmo patamar de junho - respectivamente 11,0% e 12,0%. Em Fortaleza houve relativa estabilidade, com a taxa ficando em 12,3%, a menor registrada nos últimos quatro meses. Em Salvador, ocorreu recuo de 1,9%, e o desemprego atingiu 20,9%. Na região de Recife, a taxa teve queda de 2,6%, situando-se em 18,9%. A maior redução na taxa (-3,0%) foi apurada no Distrito Federal onde a taxa ficou em 15,9%. Em 12 meses, a taxa de desemprego teve redução apenas em Recife (-12,5%). O crescimento da taxa, em comparação com julho de 2008, foi de 0,6%, no Distrito Federal; 0,8%, em Porto Alegre; 2,5%, em Salvador; 5,0%, em São Paulo; e 14,6%, em Belo Horizonte.

O nível de ocupação apresentou o maior crescimento em Fortaleza (1,6%). No Distrito Federal o aumento foi de 1,0%; em Recife de 0,6%; em Porto Alegre de 0,5% e em Salvador de 0,4%. Já São Paulo (-0,4%) e Belo Horizonte (-0,3%) tiveram retraação no nível de emprego. Em 12 meses, houve crescimento de 4,4%, em Recife; 2,7%, no Distrito Federal e 1,7%, em Porto Alegre. Belo Horizonte (-0,7%) e São Paulo (-0,4%) registraram ligeira diminuição, enquanto em Salvador houve relativa estabilidade (0,1%).

O rendimento médio real dos ocupados, em junho, comparado com maio, aumentou: 2,0%, em Porto Alegre, passando a valer R$ 1.217; 1,8% em Recife, equivalendo a R$ 740; 1,0% em Belo Horizonte, com seu valor médio situando-se em R$ 1.205; e 0,6% no Distrito Federal, onde atingiu R$ 1.839. Houve redução de 2,9%, em Salvador, com seu valor ficando em R$ 967 e uma variação de -0,3% em São Paulo, com o rendimento médio correspondendo a R$ 1.226. Em Fortaleza houve queda de 0,8%, e o valor médio ficou em R$ 768. Em relação a junho de 2008, foram apuradas reduções em Recife (-2,9%); São Paulo (-2,3%) e Salvador (-0,6%), enquanto ocorreram elevações no Distrito Federal (5,6%), em Belo Horizonte (4,5%) e Porto Alegre (1,7%).

Acesse Regionais para ver os dados detalhados de cada uma das regiões

Acesse também: www.dieese.org.br

---------------------------------------------------------------------------------------------------

27/05/2009 - DIEESE DIVULGAÇÃO - PED de MAIO-2009

Após três meses de elevação, taxa de desemprego permanece estável

Em abril, a taxa de desemprego, nas regiões que compõem o Sistema PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) foi de 15,3%, o que representa relativa estabilidade em relação à de março (15,1%), após três meses de taxas ascendentes. A pesquisa é realizada em cinco regiões metropolitanas (São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre) e no Distrito Federal através do convênio entre DIEESE e Fundação Seade, com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e parceria com instituições e governos regionais. Em abril de 2008, a taxa de desemprego era ligeiramente menor que a atual e correspondia a 15,0%.

Os desempregados somavam 3.079 mil pessoas, em abril, nas seis regiões pesquisadas, 69 mil a mais que em março. Apesar do aumento do número de desempregados, também houve crescimento da ocupação com a criação de 52 mil novos postos de trabalho, o que indica reversão do processo registrado nos últimos meses, de eliminação de empregos. A combinação de aumento no desemprego e na ocupação ocorreu em consequência do ingresso de 122 mil pessoas na força de trabalho, o que elevou a população economicamente ativa para 20.095 mil pessoas (313 mil a mais que um ano antes). O total de ocupados foi estimado em 17.016 mil, o que representa, em relação a março de 2008, um aumento de 196 mil pessoas.

O nível de ocupação apresentou pequena variação positiva (0,3%), comportamento normal para o período, e que inverte o resultado dos últimos três meses. A Indústria mostrou quadro negativo, com fechamento de 53 mil postos em abril e queda de 2,1% na ocupação e o Comércio apresentou relativa estabilidade, com menos 5 mil vagas, o que corresponde à retração de 0,2%. Este recuo, porém, foi compensado pelo desempenho dos Serviços - com crescimento de 0,9% e geração de 303 mil vagas - e pela Construção Civil, que abriu 117 empregos, com incremento de 3,3%. Em 12 meses, Indústria e Comércio também apresentam fechamento de postos, com queda, respectivamente, de 7,4% e 3,1%. Os demais setores registraram crescimento, o mais expressivo verificado na Construção Civil (12,8%).

Apesar da abertura de 52 mil ocupações, em abril, o setor privado teve redução de 14 mil empregos no total e de 40 mil com carteira assinada, enquanto 26 mil pessoas passaram a trabalhar como assalariados sem vínculo formal. Houve crescimento no setor público (47 mil) e no número de autônomos (39 mil). Em 12 meses, porém, o assalariamento com vínculo formal no setor privado apresenta aumento de 3,6%, com o melhor desempenho dentre os segmentos considerados.

Em março, o rendimento médio real dos ocupados teve decréscimo de 0,8%, com seu valor ficando em R$ 1.203, enquanto o salário médio real recuou 0,3%, correspondendo a R$ 1.272. Em 12 meses, o aumento no rendimento no conjunto de regiões foi de 1,4%.

Clique PED metropolitana para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.

Comportamento das regiões

Em abril, a taxa de desemprego total apresentou pequenos acréscimos em todas as seis regiões que compõem a PED metropolitana. O maior crescimento ocorreu em Belo Horizonte (5,9%), com a taxa passando de 10,2%, em março, para 10,8%, em abril. Também em Porto Alegre o incremento foi expressivo (3,4%), e sua taxa chegou a 12,1%. Em Recife, onde a taxa de desemprego correspondeu a 20,7% e Salvador (20,5%) a variação foi de 2,0%, entre março e abril. No Distrito Federal a taxa de desemprego aumentou 1,7%, e chegou a 17,5%. Apenas em São Paulo a variação foi menos expressiva (de 0,7%) e a taxa de desemprego ficou em 15,0%. Em 12 meses, Distrito Federal (-4,9%); Belo Horizonte (-3,6%) e Salvador (-1,4%) registraram em abril último taxas de desemprego menores que as de um ano atrás. Por outro lado, em Porto Alegre (0,8%), Recife (3,0%) e São Paulo houve elevação.

A RMBH apresentou o maior crescimento do nível de ocupação em abril, com elevação de 1,2%. Em 12 meses também houve aumento, de 3,9%. No Distrito Federal, o aumento no mês foi de 0,4%, enquanto no ano chegou a 4,0%. São Paulo registrou variação positiva de 0,3%, em abril mas é a única região pesquisada com queda em relação a igual mês, em 2008 (-0,9%). Em Recife e Salvador a variação no nível de ocupação foi de -0,1%, mas as duas regiões apresentaram comportamento bem diferenciado em um ano, com alta de 6,1%, na RMR e de 0,9%, na RMS. Em Porto Alegre, a variação no mês foi de -0,3%, e no ano correspondeu a +2,8%.

O rendimento médio real dos ocupados, em março, comparado com fevereiro, teve redução em Recife (-3,1%, passando a valer R$ 739); Belo Horizonte (-2,5%, R$ 1.163), Distrito Federal (-2,2%, correspondendo a R$ 1.827) e, em menor medida em São Paulo (-0,6%, R$ 1.241). Houve crescimento de 3,0%, em Salvador o que elevou o rendimento médio para R$ 1.002, e em Porto Alegre (0,7%, equivalendo a R$ 1.216). Em 12 meses, foram apurados aumentos em Porto Alegre (10,7%), Belo Horizonte (8,0%), Salvador (7,5%) e Distrito Federal (5,9%), e reduções em São Paulo (-2,8%) e Recife (-1,2%).

PED Ceará

Com dados disponíveis desde dezembro de 2008, a PED também é realizada na Região Metropolitana de Fortaleza, sem que seus dados, até o momento, sejam incluídos na PED Metropolitana.

Em abril, 210 mil pessoas estavam desempregadas na RMF, o que corresponde a uma taxa de desemprego de 12,6%, com pequena redução frente à taxa de março (12,8%). O número de desempregados diminuiu em 4 mil pessoas, uma vez que totalizava, em março, 214 mil. A população economicamente ativa na região somou 1.668 mil pessoas, em abril, contra 1.674 mil do mês anterior.

O nível de ocupação na RMF manteve-se relativamente estável (-0,1%), com 2 mil postos a menos que em março. O total de ocupados correspondeu a 1.458 mil. O setor de Serviços criou, em abril, 9 mil postos de trabalho, e o total de ocupados correspondeu a 662 mil pessoas. O Comercio abriu 1 mil vagas, totalizando 229 mil pessoas trabalhando no setor. A Indústria (-2 mil), a Construção Civil (-7 mil) e os Outros Setores ( -3 mil) eliminaram empregos no mês.

O rendimento médio real dos ocupados, na RMF, cresceu 1,7%, passando a valer R$ 769. Para o salário médio, o crescimento chegou a 2,5%, chegando a R$ 874.

Acesse Regionais para ver os dados detalhados de cada uma das regiões

Acesse também: www.dieese.org.br
--------------------------------------------------------------------------------------------

abril/2009 - Altas na alimentação e moradia respondem pela inflação

Em março de 2009, o custo de vida no município de São Paulo apresentou inflação de 0,40%, com 0,38 ponto percentual (pp) acima da taxa de fevereiro (0,02%), segundo cálculo do DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. As principais altas da inflação foram detectadas nos bens e serviços dos grupos Habitação (0,93%) e Alimentação (0,47%) que juntos contribuíram com 0,34 pp no cálculo da taxa da inflação deste mês de março.

Índices por estrato - Além do índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três indicadores de inflação, segundo tercis da renda das famílias paulistanas. Em março, as taxas do 1º e 2º estratos foram semelhantes, de 0,36% e 0,35%, respectivamente; a do 3º estrato foi um pouco maior, chegando a 0,43%. O estrato 1 corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49?), o estrato 2 contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17*) e o 3º estrato reúne as de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*).

Variação acumulada - Nos últimos 12 meses - entre abril de 2008 e março de 2009 - o ICV-DIEESE acumula alta de 5,90%. Ao se considerar os diferentes estratos, as taxas são distintas: estrato 1, 6,18%; estrato 2, 5,80% e estrato 3, 5,88%. No primeiro trimestre deste ano, a inflação acumulada é de 1,11% para o índice geral, sendo maior - de 1,37% - para o estrato 3 e decrescente para os demais: estrato 2, 0,79%; e estrato 1, 0,70%.

A inflação e a crise - Para analisar os efeitos da crise sobre a inflação medida pelo ICV-DIEESE levou-se em conta o período entre setembro de 2008 e março de 2009. Os 540 itens que compõem o ICV foram agregados em três grupos e dois subgrupos, tendo como hipótese os diferentes graus de necessidade da sua aquisição: inadiáveis (bens e serviços cuja aquisição é necessária, não podendo ser adiada, que correspondem a 84,2% do total); adiável no curto prazo (itens cuja demanda pode ser postergada por pouco tempo, que somam 10,4% do total ); e adiável no longo prazo, os outros 5,4% dos itens do ICV. Enquanto no período a inflação subiu 2,3%, os primeiros tiveram alta de 2,7%, os adiáveis no curto prazo subiram 1,6% e os adiáveis no longo prazo recuaram 1,5%.

Leia aqui a íntegra do ICV-DIEESE de Março
--------------------------------------------------------------------------------------------

07.04.2009 - Cesta básica tem recuo de até 7,80%

Em março de 2009, apenas duas - Rio de Janeiro (2,07%) e Belém (0,70%) - das 17 capitais onde o DIEESE realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica registraram aumento no preço do conjunto de produtos alimentícios essenciais. Em sete localidades, as retrações superaram 5,0%, com destaque para Curitiba (-7,80%), Aracaju (-7,18%), São Paulo (-6,51%), Vitória (-6,27%) e Florianópolis (-6,04%).

Quinze capitais registraram variação acumulada negativa no primeiro trimestre de 2009. As maiores quedas ocorreram em Aracaju (-13,41%), João Pessoa (-12,88%), Florianópolis (-10,39%) e Belo Horizonte (-10,28%), enquanto houve aumento em Belém (2,00%) e Salvador (0,18%). Entre abril de 2008 e março último, a alta acumulada é inferior, na maior parte das capitais pesquisadas, ao reajuste de 12,05% concedido em fevereiro último ao salário mínimo. A única exceção é Salvador, aonde o aumento chega a 12,86%. Porto Alegre (10,46%) e Goiânia (10,15%) tiveram alta acima de 10,0%. Três localidades registraram deflação para o período: Belo Horizonte (-3,23%), São Paulo (-0,91%) e Aracaju (-0,51%). Ainda não existem dados anuais para Manaus.

Apesar da queda de 3,37% verificada em Porto Alegre, a capital gaúcha continuou a ter, em março, a cesta mais cara (R$ 238,73). Com a elevação ocorrida no mês, o segundo maior valor foi apurado no Rio de Janeiro (R$ 228,15), enquanto São Paulo ficou em terceiro lugar (R$ 221,90). Aracaju (R$ 167,37), João Pessoa (R$ 174,72) e Recife (R$ 175,48) foram as capitais onde o custo foi mais baixo.

Em março, o salário mínimo necessário - estimado com base na cesta mais cara - ficou em R$ 2005,57, que corresponde a 4,31 vezes o menor salário oficialmente pago no país, de R$ 465,00.

Veja, aqui, o texto completo da cesta básica.

Para aprimorar o levantamento dos preços, o DIEESE promoveu, nestes primeiros meses do ano, algumas alterações metodológicas na pesquisa. Veja aqui a Nota técnica de atualização metodológica,

Acesse também: www.dieese.org.br

--------------------------------------------------------------------------------------------

Responsabilidade social
Norma ISO 26000 - CD 1: síntese e comentários gerais
O tema da responsabilidade social das empresas adquiriu, nos últimos anos, grande destaque no Brasil e internacionalmente, como mostra a freqüência com que o tema aparece em campanhas publicitárias de grandes grupos empresariais. Mas, além disso, a responsabilidade social ganhou espaço na agenda de organismos intergovernamentais, governos nacionais, ONGs e outras organizações e atores sociais. O movimento sindical também passou a debater o assunto, seja em congressos e encontros, com o propósito de definir e implementar estratégias de ação. Neste contexto, proliferaram iniciativas voluntárias de âmbito internacional, muitas delas propondo normas de conduta.

Desde 2005, a Organização Internacional para a Normalização (ISO) elabora uma norma internacional que pretende oferecer orientações para organizações, não apenas empresas, que desejam desenvolver ações e programas relativos à responsabilidade social. Por ser uma norma de diretrizes, não visa à certificação de empresas, processos ou produtos. Ainda assim, devido à ampla utilização das normas ISO, a futura ISO 26000 poderá exercer grande influência sobre as concepções e as práticas de responsabilidade social em todo o mundo, inclusive em relação a temas de interesse direto de trabalhadores e sindicatos.

A futura norma encontra-se no estágio de Committee Draft (Minuta do Comitê ou CD1, na sigla em inglês, que é um dos estágios do processo de elaboração adotado pela ISO). Em meados de março, os organismos de normalização aprovaram, mediante votação, a conversão em Draft International Standard (Minuta de Norma Internacional, ou DIS, na sigla em inglês). Com isso, ficam faltando dois estágios, cada um com uma rodada de votações, para que o texto se transforme efetivamente numa norma internacional, o que está previsto para ocorrer em dezembro de 2010. Junto com os votos, (46 favoráveis, 19 contrários e 4 abstenções) foram encaminhados cerca de 3.100 comentários ao texto, na forma de emendas. Estas sugestões, após analisadas e discutidas, poderão ser aceitas antes que uma nova rodada de votações aprove a passagem do texto modificado para a fase seguinte de elaboração.

No caso brasileiro, o organismo nacional de normalização é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que emitiu seu voto de acordo com o consenso alcançado pelas partes interessadas que participam de uma Comissão especialmente criada para acompanhar o processo ISO. Uma reunião aberta ao público foi realizada em 02 e 03 de março para colher as posições das partes interessadas, construir uma posição de consenso e elaborar o voto do país.

Esta Nota Técnica faz um histórico do processo de elaboração da Norma até este momento e apresenta as principais características da minuta CD 1.

Para ler a íntegra da Nota técnica nº 81, clique aqui.

Acesse outros materiais divulgados pelo Departamento no endereço: www.dieese.org.br

-------------------------------------------------------------------------------------------

 

Desemprego estável e aumento de rendimentos

1. As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED mostram que, em abril, o contingente de desempregados no conjunto das seis regiões metropolitanas onde a pesquisa é realizada foi estimado em 2.966 mil pessoas, praticamente o mesmo do mês anterior. A taxa de desemprego total não variou entre março e abril (15,0%), mas é a menor taxa para este mês desde 1998. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego oculto diminuiu de 5,0% para 4,7%, enquanto a de desemprego aberto passou de 10,0% para 10,2%. A taxa de participação permaneceu em 61,3%, no período.

2. No mês em análise, o nível de ocupação permaneceu relativamente estável (0,1%), em comportamento típico para o período. O número de postos de trabalho criados (22 mil) foi semelhante ao de pessoas que entraram no mercado de trabalho (20 mil), o que resultou na manutenção do contingente de desempregados. O total de ocupados nas seis regiões foi estimado em 16.845 mil pessoas e a População Economicamente Ativa, em 19.811 mil.

3. A manutenção da taxa de desemprego total do conjunto das regiões resultou de oscilações negativas nas taxas de desemprego de Belo Horizonte, Salvador e São Paulo, e positivas no Distrito Federal, Porto Alegre e Recife.

4. O nível de ocupação cresceu em São Paulo (0,9%) e manteve-se relativamente estável no Distrito Federal (0,1%) e em Porto Alegre (-0,2%), mas diminuiu em Belo Horizonte (1,4%), Salvador (0,8%) e Recife (0,5%).

5. Segundo os principais setores de atividade, o nível ocupacional cresceu nos Serviços (50 mil novos postos de trabalho, ou 0,6%) e na Indústria (30 mil, ou 1,1%), e diminuiu no Comércio (23 mil ou 0,8%), na Construção Civil (20 mil, ou 2,1%) e no agregado Outros Setores (15 mil, ou 1,1%).

6. Por posição na ocupação, a pequena variação positiva no assalariamento total (0,4%) decorreu do crescimento do emprego no setor público (2,0%), pois o assalariamento privado manteve-se relativamente estável (0,1%). Reduziram-se os contingentes de trabalhadores autônomos (0,9%) e de empregados domésticos (0,4%).
7. Em março de 2008, no conjunto das regiões pesquisadas, cresceram os rendimentos médios reais de ocupados (1,8%) e assalariados (2,5%). Em termos monetários, seus valores passaram a corresponder a R$ 1.121 e R$ 1.205, respectivamente.

8. O comportamento do rendimento médio real dos ocupados foi diferenciado entre as regiões: aumentou em São Paulo (3,8%, passando a valer R$ 1.202), permaneceu constante no Distrito Federal (R$ 1.643) e diminuiu em Porto Alegre (1,5%, R$ 1.016), Belo Horizonte (1,1%, R$ 1.028), Salvador (1,0%, R$ 886) e Recife (0,6%, R$ 704).

9. No conjunto das regiões pesquisadas, a massa de rendimentos dos ocupados cresceu 1,5% e a dos assalariados, 3,1%, em ambos os casos em decorrência do aumento dos rendimentos médios, embora, para os assalariados, tenha se registrado pequena contribuição positiva do nível de emprego.

COMPORTAMENTO EM 12 MESES - OCUPAÇÃO MANTÉM CRESCIMENTO

10. Em relação a abril de 2007, o nível de ocupação no conjunto das regiões pesquisadas aumentou 5,6%, mantendo o ritmo de crescimento anual do mês anterior. Nesse período, foram gerados 895 mil postos de trabalho, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho (623 mil), o que reduziu o contingente de desempregados em 272 mil pessoas. A taxa de participação elevou-se de 60,5% para 61,3%, entre abril de 2007 e 2008.

11. O nível de ocupação cresceu em todas as regiões pesquisadas, embora com intensidades diferenciadas: 7,1% em Porto Alegre; 6,4% em São Paulo; 6,2% no Distrito Federal; 5,4% em Salvador; 3,1% em Recife; e 2,9% em Belo Horizonte.

12. O número de postos de trabalho aumentou nos principais setores de atividade analisados: 492 mil nos Serviços (5,8%), 252 mil na Indústria (10,2%), 93 mil na Construção Civil (11,3%) e 88 mil no Comércio (3,3%).

13. Por posição na ocupação, aumentou o assalariamento no setor privado (745 mil pessoas), principalmente pela contratação de trabalhadores com carteira de trabalho assinada (647 mil) e, em menor proporção, de trabalhadores sem registro em carteira (97 mil). No setor público foram criados 71 mil postos de trabalho.

Cresceu o contingente de trabalhadores autônomos (118 mil) e diminuiu o número de empregados domésticos (28 mil).

14. Nos últimos 12 meses, a taxa de desemprego total no conjunto das regiões onde a PED é realizada diminuiu de 16,9% para 15,0%. Segundo suas componentes, tal movimento refletiu a redução da taxa de desemprego aberto (de 11,4% para 10,2%) e oculto (de 5,5% para 4,7%).

15. A retração da taxa de desemprego total foi observada em todas as regiões pesquisadas, com menor intensidade no Distrito Federal e Recife.

16. Entre março de 2007 e de 2008, o rendimento médio real dos ocupados no conjunto das regiões metropolitanas cresceu 3,1%, observando-se aumentos na maioria delas: 10,9% em Salvador; 7,9% no Distrito Federal; 3,6% em Belo Horizonte; 2,4% em Recife; e 2,2% em São Paulo. Apenas em Porto Alegre registrou-se redução desse indicador (1,8%).

17. No mesmo período, elevaram-se as massas de rendimentos reais de ocupados (9,0%) e de assalariados (10,9%), refletindo aumentos do nível de ocupação e dos rendimentos.

Fonte: Dieese - Autor: Assessoria de Comunicação

Data: 5/6/2008



   |   Versão para impressão

AV W5 - SGAS,  902,  Bloco C  - Brasília  -  DF  - CEP 70390-020 - Fone: 61 3217-7100    Fax: 61 3217-7122    E-mail  cntc@cntc.com.br