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Mulheres trocam trabalho doméstico por comércio, diz Seade-DieeseBaixos salários e jornadas longas estimulam a mudança de ocupação Enquanto na Região Metropolitana de São Paulo os serviços domésticos ainda são o segundo maior mercado de trabalho para as mulheres -17,1% da mão-de-obra feminina - em outras regiões do país, especialmente no Nordeste, o comércio está tomando esse espaço. O setor já é o segundo maior empregador em Porto Alegre (17% das trabalhadoras), Salvador (17,1%), Fortaleza (19,7%) e Recife (19,8%). Em todo País, o setor de serviços é o maior empregador. Nas principais regiões metropolitanas, responde por 55% a 61% da oferta do emprego tanto para homens como para mulheres. Os dados constam da pesquisa A Mulher nos Mercados de Trabalho Metropolitanos, da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Dieese. O aumento da escolaridade, em especial das jovens, e as precárias condições de trabalho - com baixos salários e jornadas extensas - ajudam a explicar a migração de parte das trabalhadoras domésticas para outros setores. Em Recife, por exemplo, a jornada média é de 54 horas, número que sobe para 58 entre as com carteira assinada. Em Fortaleza, a média chega a 50 horas (53 horas, com carteira). A legislação do país prevê 44 horas semanais. "É difícil para a trabalhadora colocar um limite na jornada de trabalho e não há legislação específica para essa categoria. É preciso fazer uma equiparação de direitos", afirmou Patrícia Lino Costa, economista do Dieese. As domésticas ganham apenas 37,7% da média do rendimento dos trabalhadores ocupados em Salvador; 40,7% em Fortaleza; 46,3% em Recife e 52,1% em Porto Alegre. A região com a menor proporção é o Distrito Federal: 29% da renda média dos ocupados. (Fonte: Monitor Mercantil) |
