Autoatendimento muda função dos ‘caixas’ e reduz abertura de vagas em SP

A expansão dos terminais de autoatendimento em estabelecimentos comerciais está transformando a experiência de compra e impactando o mercado de trabalho no comércio. Dados do Ministério do Trabalho indicam, em São Paulo, redução nas vagas para operadores de caixa, movimento associado ao avanço da automação e ao aumento do uso de tecnologias digitais. O número de novas vagas para operadores de caixa no Estado caiu de 5.100 para 4.593 entre 2024 e 2025, uma redução de 10%. Nos primeiros cinco meses deste ano, os desligamentos superaram as contratações, gerando saldo negativo de quase 1.900 postos. Especialistas apontam que a mudança também está ligada ao crescimento dos pagamentos digitais, do comércio eletrônico e da necessidade de profissionais com funções mais variadas.

PRODUTIVIDADE

Apesar da automação, empresas afirmam que os equipamentos de autoatendimento não significam necessariamente substituição de funcionários. Em alguns estabelecimentos, os trabalhadores passaram a se dedicar mais ao atendimento ao cliente, montagem de pedidos e outras atividades, aumentando a produtividade e reduzindo o tempo de espera dos consumidores. Representantes do setor trabalhista avaliam que a profissão de operador de caixa está passando por uma transformação, com muitos profissionais assumindo o cargo de operadores de loja e acumulando novas responsabilidades. Assim, a função continua existindo, mas exige um perfil mais amplo, adaptado às novas tecnologias e às mudanças no funcionamento do comércio.

CURTA

AJUSTE - Representantes do setor produtivo e parlamentares participaram, recentemente, de um seminário, em São Paulo, promovido pela Câmara dos Deputados que discutiu a atualização dos limites de faturamento do MEI e do Simples Nacional. Foram debatidas medidas para fortalecer a competitividade das micro e pequenas empresas e subsidiar a análise do Projeto de Lei Complementar nº 108/2021. Os atuais limites de enquadramento estão defasados e precisam ser corrigidos para acompanhar a inflação. Também foram apresentadas propostas para modernizar o Simples Nacional, incluindo a atualização das faixas de enquadramento para microempresas e empresas de pequeno porte.