Confiança no comércio cai em SP

Em junho, a confiança dos empresários do comércio na cidade de São Paulo atingiu o menor nível dos últimos cinco anos, segundo a FecomercioSP. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) caiu para 93,8 pontos, registrando a quinta queda mensal consecutiva e permanecendo abaixo da linha de otimismo. A entidade atribui o resultado ao cenário de juros elevados, inflação persistente, alto endividamento das famílias e incertezas políticas e regulatórias. Além do ambiente macroeconômico, a FecomercioSP destaca que medidas recentes, como o fim da isenção do imposto para compras internacionais de baixo valor, entre outros, aumentaram a preocupação dos comerciantes. O segmento de bens semiduráveis, como vestuário e calçados, foi o mais afetado, registrando forte queda na confiança em relação ao ano anterior.

SEGMENTOS

Os indicadores que medem as condições atuais e os investimentos também apresentaram desempenho negativo. O Índice das Condições Atuais permanece em nível pessimista há 40 meses consecutivos, enquanto o Índice de Investimento voltou a ficar abaixo da linha de neutralidade, refletindo a cautela das empresas diante do cenário econômico. Esse ambiente de incerteza também reduziu a disposição para expandir os negócios. Os índices de expansão do comércio, expectativa de contratação de funcionários e nível de investimento recuaram, indicando que muitas empresas estão adiando novas contratações e investimentos até que haja maior estabilidade econômica e melhora nas perspectivas de consumo.

CURTA

COTAS - Dada a celebração aos 35 anos da Lei de Cotas (8.213/91), em 24 de julho, o sindicalismo comerciário paulista reafirma o seu com a causa ao republicar nas redes sociais da entidade edições produzidas pelo Espaço da Cidadania, que contam com o apoio da Federação, como a publicação “Trabalho de Pessoas com Deficiência e Lei de Cotas: Invisibilidade, Resistência e Qualidade da Inclusão”.