Comércio: Como fica o setor com o fim da 6x1

O Senado Federal aprovou, na noite de quarta-feira (14), por 75 votos a 1, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. Com a aprovação pelo Congresso, o texto segue para promulgação, sem necessidade de sanção presidencial. A mudança prevê dois dias de descanso semanal remunerado, substituindo o modelo de seis dias de trabalho para um de folga. A implementação ocorrerá em duas etapas: a primeira reduzirá a jornada para 42 horas semanais, com início 60 dias após a promulgação, enquanto a segunda estabelecerá o limite de 40 horas, 12 meses depois da primeira fase.

EM ALTA

O volume de vendas do comércio varejista brasileiro registrou leve alta de 0,1% em agosto de 2026, em comparação com julho, após queda de 0,8% no mês anterior. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal do Comércio. No acumulado de 2026, o comércio varejista apresenta alta de 1,7%, enquanto o resultado dos últimos 12 meses registra avanço de 1,6%.

CURTAS

DIA DAS CRIANÇAS - O faturamento do varejo brasileiro durante o Dia das Crianças de 2026 cresceu 4,2% em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que analisou as vendas realizadas entre 6 e 12 de outubro. O resultado foi impulsionado principalmente por setores que não estão tradicionalmente ligados à compra de presentes, indicando mudanças no comportamento dos consumidores durante a data comemorativa.

CASAS BAHIA - O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), Luiz Carlos Motta, teve papel central na representação dos trabalhadores demitidos pelas Casas Bahia durante a negociação que resultou em um acordo homologado pela Justiça do Trabalho. A entidade, representada por Motta e pelo vice-presidente Guiomar Vidor, atuou na defesa dos direitos de 4.335 funcionários dispensados em massa pela varejista, que está em recuperação judicial desde agosto. A negociação contou com a intermediação do Ministério Público do Trabalho (MPT). O acordo garante a cada trabalhador uma indenização de R$ 7,5 mil, além de aviso prévio, multa de 40% sobre o FGTS e outras verbas rescisórias, incluindo comissões e premiações devidas.