A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em conjunto com as Federações e os Sindicatos filiados em todo o Brasil, tem intensificado o diálogo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e com a Justiça do Trabalho na busca de uma solução urgente para a grave situação que atinge mais de 4 mil trabalhadores demitidos das Casas Bahia e suas famílias.
Diante da inércia da empresa no cumprimento das medidas determinadas na liminar concedida à CNTC em 18 de agosto — entre elas, a suspensão das demissões, a preservação do plano de saúde e dos benefícios e a instauração do diálogo sindical —, a entidade peticionou nos autos do processo que tramita junto à 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, requerendo a adoção imediata de medidas executivas e coercitivas contra as Casas Bahia.
A iniciativa tem como objetivo coibir o dano social causado aos trabalhadores demitidos sem o pagamento de salários e das verbas rescisórias a que têm direito.
Segundo Guiomar Vidor, vice-presidente da CNTC, a situação provocada pela demora no cumprimento das determinações judiciais é insustentável e precisa chegar a um ponto final.
“Esses trabalhadores e suas famílias não podem pagar por uma má administração da empresa e não podem ser responsabilizados pelo risco da atividade econômica. A CNTC não se contrapõe a um plano de recuperação judicial, tendo em vista que mais de 20 mil trabalhadores ainda estão empregados na empresa. Mas não podemos esquecer desses 4 mil trabalhadores que dedicaram seu trabalho e parte de suas vidas para que o grupo econômico chegasse à condição de uma das maiores varejistas do Brasil.”
O dirigente afirmou ainda que as manifestações realizadas nesta sexta-feira, em diversas capitais brasileiras, em frente às lojas da rede, tiveram como objetivo chamar a atenção da sociedade e do Judiciário para a situação dos trabalhadores e pressionar a empresa a apresentar, o quanto antes, uma proposta de solução para o atual conflito.