O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, chega em 2026 com o tema central estabelecido pela ONU Mulheres: “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas”. A campanha deste ano foca na urgência de transformar promessas legais em realidade prática, combatendo barreiras estruturais que impedem o acesso equitativo à justiça.
Contexto e Desafios Atuais (2026):
Apesar dos avanços históricos — como os 94 anos do direito ao voto feminino no Brasil completados este ano — a desigualdade permanece um obstáculo crítico no cotidiano das brasileiras:
- Desigualdade Salarial:Segundo o 3º Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho as mulheres ainda ganham em média 20% menosdo que os homens no Brasil. Em cargos de gerência, essa disparidade pode chegar a um percentual bem superior.
- Violência de Gênero:O feminicídio continua sendo uma emergência nacional. Em 2025, o Brasil registrou uma média de quatro mulheres assassinadas por diaem crimes de gênero. Desde o início de 2026, dia a dia, as redes sociais e mídias televisivas, anunciam crimes bárbaros contra mulheres e meninas.
Mais recentemente, o crime de estupro de uma menor, por quatro jovens maiores de 18 anos.
- Saúde Mental e Trabalho:As mulheres representam 60% dos casos de burnoutno país, refletindo a sobrecarga da dupla ou tripla jornada que concilia trabalho remunerado com responsabilidades domésticas.
Lembrando que no modelo da escala de trabalho 6×1, que ainda impera no Brasil por garantir o funcionamento ininterrupto do mercado, as mulheres trabalhadoras dos setores como comércio e serviços são impactadas de forma mais intensa, privando-as do tempo vital para a vida privada e o descanso.
Avanços e Conquistas Recentes
O Brasil subiu para a 72ª posição no ranking global de igualdade de gênero, apresentando uma melhora na paridade geral para 72%. Outros marcos importantes incluem:
- Decisões Jurídicas:O STF estabeleceu novos precedentes para a proteção de mulheres trabalhadoras em dezembro de 2025.
- Representatividade:O fortalecimento do empreendedorismo feminino e a presença de mulheres em áreas científicas, como as contribuições de cientistas brasileiras em pesquisas de ponta, marcam o cenário atual.
Este ano, nós Mulheres, para marcar a data e reforçar a luta, devemos participar dos diversos eventos que as instituições estão realizando, seja de forma presencial ou virtual, em encontros, reuniões, ações sociais, debates e atividades acadêmicas, divulgando as mensagens e campanhas em defesa da democracia, Pela vida, por trabalho digno e igualitário, pelo fim da violência de gênero.
Não esquecendo das Eleições partidárias deste ano, salientar a nossa responsabilidade, enquanto maioria, de nos fazermos representar, votando em candidatas e candidatos comprometidos com as causas das Mulheres e dos Trabalhadores em geral.
Maria Bernadete Lira Lieuthier
Diretora de Políticas para Mulheres da CNTC e Presidente da FENASSEC


