Os shoppings centers do Brasil enfrentam uma queda consistente no fluxo de visitantes. Dados do Índice de Performance do Varejo apontam uma redução de 17% nas visitas em 2025, muito acima do 1% reconhecido pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers). O avanço das compras online é apontado como o principal motor dessa mudança: no mercado de celulares, por exemplo, a participação das vendas digitais saltou de 25% em 2020 para 45% atualmente. Grandes redes do setor já promoveram enxugamento de pontos de venda físicos. A distribuidora Allied, que administra lojas Samsung no País, fechou quase metade das unidades desde a pandemia, passando de 180 para 95 lojas em shoppings. Ao mesmo tempo, cada loja remanescente passou a faturar muito mais, o que indica uma concentração das vendas em menos pontos físicos. O setor projeta faturamento de R$ 203,7 bilhões para 2026 com a entrada de 11 novos empreendimentos, mas analistas questionam se essa expansão física faz sentido diante da queda de público.
6x1
O cenário também impacta os trabalhadores do comércio em shoppings, já que o fechamento de lojas reduz vagas e muda o perfil das funções demandadas. O debate sobre o horário de funcionamento também entrou na pauta: com a discussão sobre o fim da escala 6×1, lojistas estudam alternativas como fechar mais cedo durante a semana para viabilizar o modelo 5×2, sem comprometer o atendimento nos dias de maior movimento, como fins de semana.
CURTA
TRABALHO - Pesquisa da ManpowerGroup aponta que o comércio e a logística seguem como um dos setores com maior intenção de contratação no Brasil para o segundo trimestre de 2026, com 57% das empresas do segmento planejando ampliar seus quadros entre abril e junho. O dado integra a Pesquisa de Expectativa de Emprego Q2 2026, que ouviu 41,7 mil empregadores em 42 países. No geral, 63% das empresas brasileiras de todos os setores pretendem contratar novos profissionais no período, resultado que coloca o Brasil em 3º lugar no ranking global de intenção de contratação, atrás apenas de Índia (68%) e Emirados Árabes (60%).


