S.O.S. farmácias

O sindicalismo comerciário está atento e preocupado com o crescente número de assaltos à mão armada em farmácias paulistas, especializadas em vender medicamentos de alto custo, como canetas emagrecedoras e medicamentos psiquiátricos. Quadrilhas colocam em risco a vida dos farmacêuticos, práticos de farmácia e dos consumidores. Dada à gravidade da situação, a imprensa tem dado ampla cobertura a esses assaltos, considerados um desafio para as autoridades de segurança pública e para a gestão desses estabelecimentos. Matéria publicada pela Folha de SP (22/07) destaca que aconteceram 162 roubos e furtos nos primeiros cinco meses de 2026 contra 166 em 2025, na capital. Trabalhadores e clientes se sentem inseguros e ameaçados.

Urgente
A Fecomerciários e seus 72 Sindicatos Filiados consideram urgentes a adoção de medidas protetivas e até mesmo assistência psicológica para os funcionários vítimas dessas novas ações criminosas. Existe uma agravante maior: o risco de que esse tipo de crime se expanda para outras cidades brasileiras. Esse alerta é válido para o Governo do Estado, o Governo Federal, grandes redes e proprietários de farmácias independentes, que devem rever suas estratégias de armazenamento e venda de produtos caros, diante desses novos riscos à segurança e à saúde da classe trabalhadora e da população.

Audiência
Para debater e encaminhar soluções concretas para o problema, o Sincomerciários de Sorocaba, presidido por Milton Matias, o Zico, convocou uma Audiência Pública com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Militar, dia 6 de agosto, às 10 horas, na sede do Sindicato de Sorocaba e Região, localizada na Rua Francisco Scarpa, 269, Centro.

Márcia
A presidente em exercício da Federação, Márcia Caldas, observa: “É preciso agir com urgência. Trata-se de uma situação de vulnerabilidade que deve ser enfrentada com um efetivo plano de segurança pública para as farmácias, que também precisam reforçar seus esquemas de segurança privada”.