Comércio antecipa páscoa e ovos de chocolate já dominam prateleiras

Logo após o fim do Carnaval, lojas de todo o Brasil já substituíram os artigos de folia por coelhos e ovos de chocolate, evidenciando a antecipação cada vez maior do calendário comercial. Em alguns estabelecimentos, os produtos de Páscoa começaram a ser expostos ainda em janeiro, logo após o Ano-Novo, como estratégia para ampliar o período de vendas e estimular o consumidor a planejar as compras com antecedência.

O varejo aposta alto na chamada “Páscoa antecipada”. Uma grande rede encomendou cerca de 180 mil ovos de chocolate e projeta crescimento de 30% no faturamento em relação ao ano passado. Segundo gestores do setor, o planejamento logístico e a exposição precoce ajudam a distribuir melhor as vendas ao longo das semanas, evitando a concentração apenas nos dias próximos ao feriado. Especialistas apontam que o fenômeno está ligado, principalmente, ao avanço das promoções e do comércio digital.

COMPETITIVIDADE

Para o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, as ofertas agressivas, especialmente na internet, aceleram o consumo e incentivam o varejo físico a antecipar datas comemorativas para manter a competitividade. A estratégia busca emendar uma celebração na outra, criando estímulos constantes de compra. Essa dinâmica tem causado estranhamento entre consumidores, que relatam encontrar itens de Páscoa ao lado de produtos de outras datas, como as Festas Juninas, ainda distantes no calendário. A rápida troca de vitrines gera memes e sensação de “atropelo” das datas, refletindo um mercado cada vez mais acelerado, que exige adaptação contínua do orçamento das famílias brasileiras.

CURTA

SEM DÓLAR - O Presidente Lula defendeu que o comércio entre Brasil e Índia possa ser realizado em moedas locais, e não necessariamente em dólar. Em entrevista à emissora India Today, em Nova Délhi, Lula afirmou que a mudança não precisa ocorrer de forma imediata, mas também não deve ser tratada como “fantasia”, ressaltando que é possível buscar alternativas ao padrão atual. Segundo Lula, a adoção de moedas próprias nas transações bilaterais é um caminho viável, embora reconheça que existam dificuldades técnicas.

Luiz Carlos Motta
Presidente