As vendas de Páscoa no Brasil devem atingir R$ 3,57 bilhões em 2026, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Caso se confirme, o resultado representará um crescimento real de 2,5% em relação ao ano anterior e o maior faturamento já registrado desde o início da série histórica, em 2005, consolidando a data como uma das mais importantes para o varejo nacional. Mesmo com o aumento nas vendas, houve queda nas importações de produtos tradicionais como chocolate e bacalhau. Isso se deve principalmente à alta dos preços internacionais, com o chocolate ficando até 37% mais caro. Como consequência, produtos nacionais ganharam mais espaço nas prateleiras e na preferência dos consumidores brasileiros.
ALTA
Os preços dos itens típicos da Páscoa também subiram acima da inflação, com reajuste médio de 6,2%. O chocolate foi o principal responsável por essa alta, com aumento de quase 15%, impulsionado pela valorização do cacau no mercado global. Outros itens, como bacalhau e alimentação fora de casa, também registraram elevações significativas, pressionando o custo da cesta de consumo da data. Apesar desse cenário de preços elevados, o mercado segue aquecido, sustentado pela melhora do emprego e da renda. A CNC avalia que esse movimento mantém a trajetória de recuperação iniciada após a crise da Covid-19, garantindo o crescimento contínuo das vendas e fortalecendo a importância econômica da Páscoa no Brasil.
CURTA
ACORDO - As negociações entre o Mercosul e o Canadá avançam rumo a um acordo de livre comércio que pode ser concluído ainda em 2026. Segundo fontes envolvidas, há expectativa de assinatura até o final deste ano, possivelmente entre setembro e outubro, após uma nova rodada de negociações prevista para ocorrer em Brasília. O Mercosul vê na parceria uma oportunidade de ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e atrair investimentos em setores como mineração e tecnologia.


