Terceirização

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12/11/2012

O SEAAC de Campinas e Região é contrário ao projeto que pretende regularizar a terceirização de mão de obra. Acreditamos que essa forma de contratação precariza os direitos do trabalhador e a sua relação com o patrão. É uma forma indireta de contratação dos mesmos serviços, que implica sempre em redução dos salários.

Quem contrata mão de obra terceirizada não acompanha os recolhimentos como FGTS, INSS, pagamentos de férias e abono de 1/3, 13º salário. E, quando menos se espera, as empresas fornecedoras de mão de obra terceirizada dão calote em todos, desaparecem e ressurgem com nova figura jurídica, deixando o prejuízo para trabalhadores e tomadores do serviço.

Para quem contrata empresas de terceirização não há vantagem porque o custo do serviço é sempre elevado e se houver qualquer problema trabalhista o contratante é chamado à responsabilidade, tendo que arcar com as dívidas trabalhistas, independente do vínculo direto com o empregado.

Além disso, está provado que a terceirização leva à alta rotatividade nos setores que a empregam, sempre priorizando a contratação de mulheres, imigrantes, negros e jovens, por serem os menos favorecidos social e economicamente.

Esse trabalhador terceirizado sofre discriminação no ambiente de trabalho e tem tratamento desigual pela empresa.

Será que é esse tipo de emprego que devemos privilegiar no Brasil e que fatalmente vai empobrecer o trabalhador em todos os sentidos?

Elizabete Prataviera

Presidente do SEAAC de Campinas e Região



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