Abono salarial pode mudar

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13/01/2014

A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) vai propor ao governo mudanças na forma de pagamento do abono salarial. O ministro interino da pasta e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, defende que, a partir do quinto ano de carteira assinada, o trabalhador que ganha até dois salários mínimos receba o benefício de forma fracionada e não em uma única parcela.

Atualmente, o abono de um salário mínimo é pago ao trabalhador no sexto ano de trabalho. O ideal, no entender de Neri, é que o contracheque seja engordado todos os meses com um valor referente a 8,3% do mínimo. Em valores atuais, o extra mensal seria de R$ 56,5. Dessa forma, a remuneração passaria a R$ 734,50 para quem recebe o piso e R$ 1.412,50 àqueles que estão no teto.

O presidente do Ipea explicou que a antecipação do benefício seria uma forma de manter o trabalhador no posto que ocupa, reduzindo a rotatividade no mercado, que é elevadíssima. “O trabalhador sabe que não vai ficar muito tempo na empresa, e o patrão tem a consciência de que não terá o empregado por muito tempo. Queremos mudar isso”, completou.

Fonte: Correio Braziliense



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