CNTC apoia projeto de lei pela reforma política já

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16/09/2013

O deflagrar das manifestações populares no Brasil desencadeou muitas reações e acho que ainda vamos acompanhar diversos reflexos e desdobramentos deste momento ímpar de mobilização social. Uma análise mais subjetiva nos mostra também um amadurecimento da consciência política da população que entende, cada vez mais, que as mudanças essenciais que reclama precisam germinar no pleito eleitoral.

Tal sensação se confirma no resultado da pesquisa encomendada pela OAB ao Ibope, divulgado no último dia 6 de agosto, e que ouviu o que pensam os brasileiros sobre a Reforma Política. A sobriedade da população a respeito do assunto é evidente: 85% são a favor da reforma e querem mudanças já para as eleições de 2014, e 92% são favoráveis à realização de reforma política por meio de projeto de lei de iniciativa popular.

Sobre as campanhas eleitorais, o povo não aprova que empresas façam doações a campanhas eleitorais (78%) e quer limites de gastos para uso em campanhas (80%). 90% dos entrevistados querem também penas mais rigorosas para o uso de caixa dois, ou seja: as pessoas exigem lisura no processo eleitoral.

Atentos aos prazos legais que tornem exequíveis quaisquer mudanças ainda para as próximas eleições, a Ordem dos advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) apresentaram Projeto de lei que prevê o fim dos financiamentos de campanhas por empresas privadas, limite para doação de pessoas físicas a partidos, eleição para o legislativo em dois turnos e mais liberdade de expressão dos cidadãos em relação ao debate eleitoral.

A CNTC apoia o movimento em sua íntegra, entendendo que nós, trabalhadores do comércio e serviços, representamos um grande contingente de eleitores; cerca de 30 milhões de pessoas – se considerarmos nossas famílias – e podemos fazer a diferença nas urnas, mas também agora, no momento de exigir a reforma política. Podemos e devemos engrossar o movimento e impulsionar a coleta das 1,6 milhão de assinaturas necessárias para que o projeto popular decole. Somente com o esforço de nossa categoria poderíamos gerar 18 listas de assinaturas!

Creio que este seja um desafio urgente para as bases do movimento sindical, buscando a conscientização e o engajamento dos comerciários em suas regiões, debatendo o tema da reforma política e unindo esforços para que a iniciativa não se perca pela perda dos prazos legais, já exíguos.

Vamos levantar esta bandeira e empunhar a caneta da democracia para construir um futuro melhor para nós e as próximas gerações!



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