Dilma define novos ministros da Aviação Civil e do Trabalho

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22/02/2013
Secretário-geral do PDT, Manoel Dias

Secretário-geral do PDT, Manoel Dias

A presidente Dilma Rousseff já acertou pelo menos duas trocas em seu ministério nesta sexta-feira: Manoel Dias, do PDT, assumirá a pasta do Trabalho, e o peemedebista Wellington Moreira Franco chefiará a Secretaria de Aviação Civil, que tem status de ministério. O Palácio do Planalto deverá oficializar as mudanças na tarde desta sexta. Também são esperadas trocas no comando da Agricultura e da Secretaria de Assuntos Estratégicos.

Secretário-geral do PDT e presidente do partido em Santa Catarina, Manoel Dias substituirá o deputado Brizola Neto, também do PDT, que assumiu a pasta em maio de 2012. O PDT, que controla o ministério, chegou a indicar para o cargo o nome do deputado gaúcho Vieira da Cunha, mas Dilma informou ao presidente pedetista, Carlos Lupi, que gostaria de um nome que pudesse permanecer na pasta até o fim de seu governo. Cunha tem pretensões eleitorais em 2014.

A indicação de Manoel Dias também é resultado de sua capacidade de unificar a maior parte da legenda, liderada por Lupi. Desde 2011, a indicação de Dias aparecia entre as preferências dos pedetistas para o ministério.

A reformulação na pasta do Trabalho ocorre depois de o Palácio do Planalto detectar a aproximação de setores do PDT com o PSDB e o PSB, partido dos presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos. Apesar de ter rifado o então ministro pedetista Carlos Lupi por suspeitas de irregularidades em 2011, a presidente Dilma Rousseff voltou a conversar com o dirigente recentemente em busca de apoio para as eleições de 2014 e também na tentativa de recompor a fidelidade prometida por deputados do PDT na Câmara.

Desde a nomeação de Brizola Neto, a escolha do ministro era interpretada no PDT como da “cota pessoal” da presidente, e não uma indicação unificada da bancada. O partido ficou irritado por não ter sido ouvido na época e desde então Brizola e o presidente Carlos Lupi travam uma batalha pelo controle real da pasta. Embora integrem a base governista, os pedetistas também não têm garantido votos a projetos considerados prioritários.

Fonte: Agência Brasil



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